Rodrigo James

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Gravadoras britânicas faturam com novos negócios

Do Meio & Mensagem:

Gravadoras de olho em novos negócios

Relatório divulgado nesta segunda-feira pela Indústria Fonográfica Britânica aponta que as gravadoras da região chegaram a faturar US$ 242 milhões em 2007 com as chamadas vendas não musicais (uso de música em publicidade, cinema e videogames)

Maria Beatriz Gonçalves

Um relatório divulgado nesta segunda-feira, 30, aponta que as gravadoras britânicas obtiveram um aumento significativo em sua receita em 2007 vindo de vendas não musicais, conforme divulgou a Reuters. Os resultados levantados pela pesquisa refletem um movimento que as gravadoras vem fazendo para se reorganizarem e ampliarem seu espaço de trabalho com a queda nas vendas de CDs pelo mundo. Hoje, essas empresas estão de olho em novos modelos de negócios, principalmente diante do potencial da internet como canal de distribuição e vendas.

Os dados divulgados pela Indústria Fonográfica Britânica (BPI, na sigla em inglês), associação que representa as gravadoras do país, mostram que as vendas não musicais aumentaram 13,8% em 2007, chegando a atingir a cifra de 121,6 milhões de libras (o equivalente a US$ 242 milhões), contra 106,9 milhões de libras no ano anterior. O crescimento refletiu o aumento no uso da música em publicidade, no cinema e em videogames, além dos contratos de merchandising, turnês e patrocínios.

Ainda que as vendas físicas e digitais de música continuem sendo responsáveis pela maior parte da receita das gravadoras (1,4 bilhão de libras em 2007), o relatório traz “sinais animadores de que essas novas fontes de receita contribuam para o aumento substancial da receita nos próximos anos”, conforme publicou a Reuters. As vendas de álbuns enfrentam a concorrência da pirataria online, o que impulsionou diversos artistas a fecharem contratos que englobam outros aspectos do negócio.

Cantores como Prince e Madonna vem adotando novos modelos de comercialização e revendo seus contratos com as gravadoras, atitudes que refletem as alterações nos modos de escuta e consumo de música. Bandas como Radiohead e Coldplay, por exemplo, já autorizaram seus fãs a baixarem um álbum inteiro e algumas faixas, respectivamente, de graça pela internet.

Outra manobra realizada por algumas gravadoras no Reino Unido foi a criação da Resale Rights Society (Sociedade de Direitos de Revenda), que reivindica que elas – com o apoio de alguns artistas – comecem a ganhar um percentual sobre os ingressos de shows revendidos pela internet.

“O setor musical de hoje está irreconhecível, comparado ao de cinco anos atrás”, disse o executivo-chefe da BPI, Geoff Taylor, à Reuters. “As gravadoras evoluíram rapidamente, tornando-se empresas digitalmente capacitadas que geram receita importante por meio de licenciamentos.”

terça-feira, julho 1, 2008 - Posted by | musica, negócios

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