Rodrigo James

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Ig Nobel

Vale a pena ler esta matéria sobre os prêmios Ig Nobel, anunciados esta semana. Do G1:

Pesquisas curiosas são premiadas com o Ig Nobel

Da EFE

Alicia Moreno.

Redação Central, 4 out (EFE).- O suposto efeito espermicida da Coca-Cola ou a valiosa demonstração de que as pulgas saltam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos estão entre os avanços científicos publicados por prestigiosas revistas e que foram agraciados este ano com os Ig Nobel.

Os prêmios, concedidos anualmente pela revista de humor “Annals of Improbable Research” e considerados os anti-Nobel, foram divulgados ontem à noite durante uma festa na Universidade de Harvard, em Massachusetts.

Apesar do nome (que faz referência irônica à imunoglobulina ou Ig), as pesquisas premiadas são sérias. Para concorrer ao prêmio, não vale qualquer coisa. Nas categorias de ciências, por exemplo, os trabalhos têm que passar pelo rigoroso exame de outros cientistas especialistas no tema.

Para comprovar sua seriedade, as pesquisas contempladas neste ano foram publicadas em revistas renomadas como “Nature”, “Proceedings of the National Academy of Sciences” e “New England Journal of Medicine”.

Porém, a primeira intenção dos prêmios Ig é a de se divertir, respeitando os prêmios Nobel “importantes e solenes”, que também são entregues nessa época, começando na próxima segunda-feira, com o de Medicina.

“Pesquisas que primeiro fazem rir, e depois pensar”, dizem eles.

No passado, a revista reconheceu invenções como uma máquina centrífuga para partos que coloca a grávida para girar em alta velocidade, assim como um estudo sobre por que os pássaros carpinteiros não sentem dor de cabeça.

Os ganhadores na 18º edição dos Ig Nobel foram, por categorias, os seguintes:

Paz:

O Comitê Federal de Ética da uíça sobre Biotecnologia Não-Humana e os suíços por aprovarem em abril o princípio legal de que as plantas têm dignidade.

Literatura:

O britânico David Sims, da Cass Business School de Londres, por seu estudo, apaixonadamente escrito, “You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations” (Você, seu bastardo: Uma Exploração Narrativa da Experiência da Indignação dentro das Organizações).

Medicina:

O americano Dan Ariely, por demonstrar que a medicina falsa, porém cara, funciona melhor que a medicina falsa e barata. Publicou seu estudo no “Journal of American Medical Association”.

Ciências cognitivas:

Os japoneses Toshiyuki Nakagaki, Hiroyasu Yamada, Ryo Kobayashi, Atsushi Tero e Akio Ishiguro, e o húngaro Agota Toth, por demonstrarem na “Nature” que o mofo mucilaginoso pode resolver quebra-cabeças.

Nutrição:

Maximiliano Zampini (Universidade de Trento) e Charles Spencer (Universidade de Oxford), por demonstrarem que a comida é melhor se é crocante, em um estudo publicado no “Journal of Sensory Studies”.

Biologia:

Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, da Escola de Veterinária de Toulouse (França), por demonstrarem que as pulgas saltam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos, em artigo na “Veterinary Parasitology”.

Química (partilhado):

Os americanos Sheree Umpierre, Joseph Hill e Deborah Anderson, por descobrirem que a Coca-Cola é um eficiente espermicida, publicado no “New England Journal of Medicine”, e os taiwaneses C.E. Hong, C.C. Shieh, P. Wu e B.N. Chiang, por descobrirem justo o contrário e publicá-lo na “Human Toxicology”.

Física:

Os americanos Dorian Raymer e Douglas Smith, por provarem que um montão de cordas e cabelos acabam se embaraçando e formando nós, na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Arqueologia:

Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino, da Universidade de São Paulo (USP), por descobrirem até que ponto os tatus podem destruir os restos de uma escavação arqueológica. A pesquisa foi publicada na “Geoarchaeology”.

Economia:

Geoffrey Miller, Joshua Tyber e Brent Jordan, da Universidade do Novo México (Estados Unidos), por descobrirem que os lucros de uma dançarina de striptease dependem de seu ciclo menstrual. A pesquisa foi publicada na “Evolution and Human Behavior”.

sábado, outubro 4, 2008 - Posted by | ciência

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